Os varejistas e os sistemas de saúde podem melhorar a assistência médica em conjunto
Devem coordenar seus serviços complementares para ajudar os consumidores e atender melhor às necessidades dos empregadores e das seguradoras. por Robert S. Huckman, Vivian S. Lee e Bradley R. Staats

Resumo.
A pandemia da Covid-19 e suas consequências destacaram de forma gritante as deficiências na prestação de serviços de saúde nos Estados Unidos e em muitos outros países: custos em rápido crescimento, qualidade inconsistente e acesso inadequado e desigual à atenção primária e a outros tipos de cuidados. No entanto, se os varejistas e os sistemas de saúde estabelecessem parcerias sólidas, poderiam desempenhar um papel fundamental na superação desses enormes desafios. Embora existam algumas parcerias entre o varejo e a área da saúde — por exemplo, uma entre a Target e a Kaiser Permanente no sul da Califórnia, iniciada em 2014 —, elas são raras e mal arranharam a superfície de seu potencial. Para mudar fundamentalmente a forma como os cuidados de saúde são prestados, são necessárias mais parcerias desse tipo, e muitas das que já existem devem ser reorientadas para um objetivo diferente. Em vez de se concentrarem no modelo direto ao consumidor que os varejistas têm empregado amplamente para fornecer alguns serviços básicos, as parcerias devem oferecer cuidados muito mais abrangentes. Elas devem, evidentemente, atender às necessidades dos consumidores, mas também devem ajudar empregadores e seguradoras a gerenciar a saúde geral — e os gastos com cuidados de saúde — das populações que cobrem. Neste artigo, defendemos essas parcerias e destacamos quatro ações-chave que varejistas e sistemas de saúde devem adotar para alcançar esse objetivo mais amplo.